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Escola de Pacientes DF
A partir de hoje você faz parte de um grupo que, desde 2016, leva educação em saúde para dentro do SUS — e que já publicou 42 trabalhos, recebeu 12 reconhecimentos e realizou 34.026 atendimentos. Nada disso aconteceu sem gente nova chegando. Agora é a sua vez.
Seus primeiros passos
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Por onde você vai passar
O caminho que todo integrante percorre no grupo.
- waving_handBoas-vindasVocê está aqui
- menu_bookTreinamentoMétodo científico e as ferramentas do grupo
- rocket_launchPrimeira atividadeSua entrada de fato em um projeto
- workspace_premiumPrimeiro artigoA publicação que leva o seu nome
Se você nunca participou de um grupo de pesquisa, esta página foi escrita para você. Ela está em etapas, na ordem em que as coisas realmente acontecem: primeiro entender onde você entrou, depois deixar seus acessos prontos, depois entender como o grupo funciona — e só então os tipos de trabalho e a escrita.
Não precisa ler tudo hoje. Leia as Etapas 1 e 2, faça o que a Etapa 3 pede, e volte às outras quando a sua vez chegar. Ninguém aqui espera que você saiba nada disso no primeiro dia — todo mundo que está no grupo começou exatamente onde você está agora.
ETAPA 1 — ONDE VOCÊ ENTROU
🏛️ SOBRE O GRUPO
A Escola de Pacientes DF é um grupo de atividades acadêmicas — ensino, pesquisa e extensão — ativo desde 2016, vinculado à UnB e à rede da SES-DF, sob orientação do Prof. Dr. Estêvão Cubas Rolim. Na prática, o grupo faz duas coisas ligadas entre si: leva educação em saúde para pacientes e profissionais do SUS, e transforma essa experiência em trabalhos científicos.
Conheça a equipe, os projetos e os portais por público: Pacientes, Estudantes, Pesquisadores e Profissionais.
📘 MANUAL DO MEMBRO
Este é o documento mais importante para quem está chegando: explica, com calma e em detalhe, como a Escola de Pacientes funciona no dia a dia. Se você só tiver tempo para uma leitura, que seja esta.
Prefere abrir em outra aba? Manual do membro
🤖 SANTA-IA — TIRE DÚVIDAS A QUALQUER HORA
Ficou com uma dúvida boba e não quer incomodar ninguém? Não existe dúvida boba, mas existe pressa: a SANTA-IA é a assistente de inteligência artificial do grupo e responde na hora, com base nas informações da Escola de Pacientes.
ETAPA 2 — O MUNDO DA PESQUISA EM 5 MINUTOS
Antes de qualquer ferramenta ou prazo, vale entender o vocabulário. Quase todo mundo que chega trava não por falta de capacidade, mas porque as pessoas ao redor usam palavras que ninguém parou para explicar. Estas são elas.
🔤 O VOCABULÁRIO QUE VOCÊ VAI OUVIR
- Pesquisa — investigar uma pergunta de forma organizada e registrada, de um jeito que outra pessoa possa conferir o caminho que você fez. É isso, no fundo: pergunta clara, método explícito, resultado honesto.
- Artigo científico — o texto que apresenta um estudo completo. É a produção mais valorizada e a que leva mais tempo.
- Periódico (ou revista científica) — a publicação onde os artigos saem. "Publicar em uma revista" quer dizer ter o seu artigo aceito por ela.
- Revisão por pares — antes de aceitar, a revista envia o seu texto a outros pesquisadores, que avaliam e pedem correções. É por isso que demora — e é justamente por isso que um artigo publicado tem valor.
- Congresso — evento em que se apresentam trabalhos, geralmente em formato curto. É quase sempre a primeira experiência de quem chega ao grupo.
- Resumo — a versão curta de um trabalho, enviada para congressos. É por aqui que você provavelmente vai começar.
- Coautoria — ter o seu nome na lista de autores do trabalho. Depende do que você efetivamente entregou (mais sobre isso na Etapa 4).
- DOI — uma espécie de "CPF" do artigo: um código que leva sempre até ele, mesmo que o site da revista mude.
- ISSN — o código que identifica a revista (não o artigo).
- Edital — chamada pública com prazo, para inscrever trabalhos, concorrer a prêmio ou pedir bolsa. Boa parte do ritmo do grupo é ditada por eles.
- Atenção Primária — a porta de entrada do SUS: UBS, saúde da família, o atendimento do dia a dia. É o campo da maior parte dos nossos trabalhos.
- Tabela Mestra — a lista oficial dos trabalhos do grupo. Enquanto um tema não entra nela, ele ainda não é um trabalho oficial.
- IMRaD — a estrutura padrão de um artigo: Introdução, Método, Resultados e Discussão. Detalhada na Etapa 6.
- PICO — um jeito de organizar uma pergunta de pesquisa em quatro partes: população, intervenção, comparação e desfecho (o resultado que você quer medir).
- Triagem — ler títulos e resumos de muitos artigos para separar os que entram no estudo dos que não entram. Costuma ser a primeira tarefa técnica de quem chega.
- Extração — depois da triagem, copiar de cada artigo escolhido os dados que serão comparados.
🎯 POR QUE ISSO VALE O SEU TEMPO
Participar de pesquisa na graduação muda o seu currículo e a sua cabeça. Na prática, você sai daqui com trabalhos publicados com o seu nome, experiência real de método científico, apresentações em congresso e um currículo que pesa em processo seletivo, bolsa e residência. E aprende a ler um artigo com desconfiança saudável — o que serve para o resto da vida profissional, mesmo que você nunca mais escreva um.
ETAPA 3 — SUA PRIMEIRA SEMANA: DEIXE OS ACESSOS PRONTOS
Esta é a única etapa que pede ação imediata. São cinco itens — os mesmos do checklist no topo desta página. Enquanto eles não estiverem prontos, você não consegue receber tarefa nem aparecer como autor em lugar nenhum.
🔑 NÚCLEO EP — PEÇA SEU ACESSO LOGO NO PRIMEIRO DIA
O Núcleo EP é o sistema próprio da Escola de Pacientes DF, e é onde a sua vida no grupo acontece: os projetos, os prazos, quem é responsável por cada tarefa e as oportunidades acadêmicas abertas — editais, prêmios e congressos — ficam todos ali, em um lugar só. Ele substituiu as planilhas soltas e o Google Classroom, que o grupo não usa mais. Se alguém te mandar procurar tarefa no Classroom, é informação antiga.
Como pedir o seu acesso: não existe cadastro público — as contas são criadas pela coordenação, uma a uma. Então esse é um passo que depende de você dar o primeiro sinal:
- Passo 1 — Peça o acesso: fale com a coordenação ou com o professor (pelo WhatsApp do grupo mesmo) e diga que você entrou agora e precisa do acesso ao Núcleo EP.
- Passo 2 — Informe o seu e-mail: o login é por e-mail e senha, então diga qual e-mail você usa no dia a dia — é nele que a conta será criada. Use o mesmo e-mail do Google Drive, para não misturar.
- Passo 3 — Entre e olhe a sua área: ao acessar pela primeira vez, vá em "Minha área". É a sua tela — ela mostra o que é seu, o que já venceu, o que vence esta semana e o próximo passo de cada projeto de que você participa.
- Passo 4 — Crie o hábito: abra o Núcleo EP no começo de cada semana. Em caso de dúvida sobre prazo, o que vale é o que está registrado e datado lá.
Não fique esperando ser chamado(a): enquanto o acesso não sai, você não enxerga os prazos do grupo. Pedir leva um minuto e é o que destrava o resto.
🪪 AS TRÊS CONTAS ACADÊMICAS — PARA QUE SERVE CADA UMA
Todo pesquisador mantém três cadastros, e eles não são a mesma coisa. O Lattes é o currículo oficial brasileiro, exigido por editais e bolsas. O ORCID é um número que identifica você para sempre, em qualquer país e revista, mesmo que mude de nome, de e-mail ou de instituição. O Google Scholar é a vitrine pública: é onde as pessoas encontram e citam o seu trabalho.
Crie os três agora, ainda vazios. Parece inútil ter currículo sem nada dentro — mas quando sair a sua primeira publicação, você só precisa acrescentar uma linha, em vez de descobrir tudo isso com prazo correndo.
🆔 CRIAR E CONFIGURAR O ORCID — PASSO A PASSO
- Passo 1 — Criar a conta: acesse orcid.org, clique em "Sign in / Register" e depois em "Register now".
- Passo 2 — Escolher o e-mail com cuidado: use um e-mail que você vá manter por anos. E-mail institucional expira quando você se forma — se usar o da UnB, cadastre também um e-mail pessoal como alternativo, em "Account settings → Emails". Perder o acesso ao e-mail cadastrado é o problema mais comum com o ORCID.
- Passo 3 — Definir a visibilidade: na criação, escolha deixar o registro público ("Everyone"). Um ORCID privado não cumpre a função de identificar você nas publicações.
- Passo 4 — Confirmar: valide o cadastro pelo link enviado ao seu e-mail.
- Passo 5 — Preencher a afiliação: em "Employment" e "Education and qualifications", informe a Universidade de Brasília e o seu vínculo (graduação, curso, período).
- Passo 6 — Adicionar as publicações sem digitar tudo: em "Works", use "Add works → Search & link" e escolha a base (Crossref é a mais completa para artigos com DOI). Também dá para colar o DOI em "Add works → Add DOI" — os dados vêm preenchidos automaticamente.
- Passo 7 — Guardar o seu iD: ele tem o formato 0000-0000-0000-0000. Anote e use em todas as submissões de artigo, resumo e edital. Muitas revistas já exigem o ORCID de cada autor no momento da submissão.
🎓 CRIAR E CONFIGURAR O GOOGLE SCHOLAR — PASSO A PASSO
- Passo 1 — Abrir o perfil: entre em scholar.google.com com a sua conta Google e clique em "Meu perfil", no topo à esquerda.
- Passo 2 — Preencher os dados: nome completo (do jeito que você assina os artigos), afiliação — "Universidade de Brasília" — e áreas de interesse. No campo de e-mail, use o e-mail institucional (@aluno.unb.br ou @unb.br): é ele que faz o seu perfil aparecer nas buscas do Scholar.
- Passo 3 — Selecionar os seus artigos: o Scholar mostra grupos de trabalhos com nomes parecidos com o seu. Confira um por um antes de adicionar — homônimos são frequentes, e artigo de outra pessoa no seu perfil é erro difícil de perceber depois.
- Passo 4 — Escolher como atualizar: prefira "Enviar atualizações por e-mail para revisão" em vez da atualização automática. Assim você aprova cada inclusão e evita que trabalhos de homônimos entrem sozinhos.
- Passo 5 — Tornar o perfil público: marque "Tornar meu perfil público". Sem isso, ninguém encontra você — e é justamente esse o objetivo da ferramenta.
- Passo 6 — Confirmar o e-mail institucional: valide pelo link recebido. Só depois dessa confirmação o perfil passa a ser indexado nas buscas.
- Passo 7 — Adicionar o que faltou: se um artigo seu não aparecer sozinho, use "+ → Adicionar artigo manualmente" e preencha os dados exatamente como estão no site da revista.
Depois de criar as três, junte tudo: coloque o link do ORCID e do Google Scholar na assinatura de e-mail e no seu Lattes. Assim qualquer pessoa — e qualquer avaliador de edital — chega à sua produção com um clique.
As telas dessas ferramentas mudam de tempos em tempos. Se o nome de um botão estiver diferente, procure pela função descrita no passo — a ordem das etapas costuma se manter. Se travar em alguma parte, pergunte no grupo ou à SANTA-IA.
🧰 AS FERRAMENTAS DO DIA A DIA
Não há ferramenta obrigatória para tudo: varia conforme o projeto, e se o professor indicar uma específica, siga a orientação. Em geral o grupo usa o Google Drive para organizar os arquivos, o Google Docs para escrever junto e o Núcleo EP para prazos e demandas. Além dessas, duas categorias aparecem em quase todo trabalho:
- Zotero ou Mendeley — guardam suas referências e geram a lista de citações pronta. Pode usar qualquer um dos dois; o que importa é seguir, no fim, o estilo exigido pelo edital ou pela revista.
ETAPA 4 — COMO O GRUPO FUNCIONA NO DIA A DIA
📅 ONDE FICAM AS SUAS TAREFAS
O Núcleo EP é a fonte única de verdade para tarefas e prazos: ao entrar, você vê o que é seu, o que está vencendo e o próximo passo de cada projeto. WhatsApp e e-mail servem para avisos e alertas — se houver divergência, vale o que está registrado e datado no sistema.
🧩 COMO UM TEMA VIRA TRABALHO OFICIAL
- Quem decide o tema: o professor define os temas centrais, e você pode sugerir temas complementares. A proposta precisa conversar com o projeto e ser validada pela coordenação, que dá a palavra final.
- Quando ele vira oficial: o ritmo é ditado por prazos de congressos e editais. O trabalho só se torna oficial — gerando pontuação e direito a coautoria — quando entra na Tabela Mestra. A partir daí os temas são distribuídos, em grupo ou individualmente, e a rotina alterna entre checkpoints coletivos, a escrita no Google Docs e o acompanhamento de prazos no Núcleo EP.
🤝 A DECISÃO É COLETIVA, A ENTREGA É INDIVIDUAL
O planejamento e os prazos são combinados em grupo, mas o seu compromisso de entrega é pessoal: você cumpre as tarefas técnicas da sua função — triagem, extração ou escrita, por exemplo. Como a pontuação é individual, o seu nome no trabalho depende da sua entrega específica. Na prática, isso protege você: o seu reconhecimento não é prejudicado se outra pessoa atrasar.
🏅 PONTUAÇÃO E COAUTORIA
A pontuação é atualizada constantemente pelo professor, que envia o extrato de forma proativa por WhatsApp privado — e você pode pedir o seu status ao professor ou à coordenação quando quiser. Pontuam as entregas registradas no Núcleo EP, a presença em checkpoints e a participação em atas. São esses pontos que garantem a sua vaga na coautoria.
ETAPA 5 — OS TIPOS DE TRABALHO, DO MAIS SIMPLES AO MAIS COMPLETO
Os formatos abaixo estão em ordem de esforço: os primeiros são por onde se começa, os últimos levam meses. Você não precisa dominar todos — precisa saber em qual o seu trabalho se encaixa.
📊 OS FORMATOS
- Resumo simples — texto curto, para congressos e eventos. É a porta de entrada mais comum.
- Resumo expandido — versão detalhada, de 3 a 5 páginas, com referências e uma análise preliminar. Funciona como um "mini-artigo".
- Relato de experiência — descreve uma vivência prática, como uma ação da Escola de Pacientes, refletindo sobre desafios e aprendizados da equipe.
- Relato de caso — descreve em detalhe um caso clínico específico, em geral por ser raro ou por ter um manejo que ensina algo.
- Revisão de escopo (scoping review) — mapeia os conceitos principais de um tema e mostra onde ainda faltam estudos. É mais ampla que a sistemática.
- Revisão sistemática — reúne e analisa as pesquisas já publicadas sobre uma pergunta específica, com método rigoroso e transparente, para responder a essa pergunta com evidência forte.
- Artigo completo — a produção mais profunda e definitiva, feita para publicar em revista científica.
🧭 QUAL DELES É O SEU
Deixe a sua pergunta escolher o formato: quero apresentar em congresso → resumo simples ou expandido · quero mapear um tema amplo → revisão de escopo · quero responder uma pergunta específica com evidência forte → revisão sistemática · quero mostrar uma prática que deu certo → relato de experiência · quero descrever um caso clínico → relato de caso.
ETAPA 6 — COMO SE ESCREVE UM TRABALHO
🧱 A ESTRUTURA DE UM ARTIGO
Quase todo artigo segue o IMRaD, quatro blocos na mesma ordem: Introdução (por que este estudo existe), Método (o que você fez, em detalhe suficiente para alguém repetir), Resultados (o que encontrou, sem interpretar) e Discussão (o que isso significa e como conversa com o que já se sabia). A conclusão pode fechar a discussão ou virar seção própria, conforme a revista pedir.
🔄 DA IDEIA À PUBLICAÇÃO
O caminho começa com a definição do tema pelo professor, quase sempre ligado à Atenção Primária, acompanhado de um mini-guia de escrita. A produção acontece sozinho ou em grupo, com acompanhamento por checkpoints e pelas demandas registradas no Núcleo EP. A revisão é contínua — de colegas e do professor — e, no fim, todos revisam o material inteiro antes da submissão. Quanto mais você contribui ao longo do caminho, maior é a sua participação como autor. Os modelos, checklists e exemplos de artigos do grupo ficam no Google Drive do projeto, liberados conforme o trabalho avança.
📖 COMO LER E GUARDAR O QUE VOCÊ LÊ
Ler artigo sem anotar é trabalho perdido: daqui a duas semanas você vai reler tudo de novo. O grupo usa um formato padrão de destaques — PICO, método, principais resultados, limitações e conclusão — que permite escrever depois sem reabrir o artigo inteiro. O material lido fica organizado no banco de citações do projeto, e a regra ao reaproveitar é simples: leia, entenda e reescreva com as suas palavras, sempre citando a fonte. Copiar e colar, nunca.
- Onde buscar referências — por onde procurar artigos
- Banco de citações — como o grupo organiza o que já leu
- Rayyan — triagem de literatura — o passo a passo da triagem
- Pesquisa participativa (CBPR) — a abordagem usada em parte dos projetos
🎬 NOTEBOOK LM — UMA IA PARA ESTUDAR OS SEUS ARTIGOS
📐 NORMAS E GUIAS DE REFERÊNCIA
Duas coisas diferentes: as normas ABNT dizem como formatar citações e referências; os guias internacionais dizem o que precisa constar em cada tipo de estudo. Use o guia do seu tipo de estudo desde o começo, como roteiro do trabalho — muitas revistas pedem o checklist preenchido junto com a submissão, e quem seguiu desde o início já entrega pronto.
- EQUATOR Network — comece aqui: índice de guias por tipo de estudo
- PRISMA — revisão sistemática e revisão de escopo
- Cochrane Handbook — revisão sistemática, capítulo a capítulo
- JBI Manual — revisão de escopo e outras sínteses
- CARE — relato de caso
- COREQ — pesquisa qualitativa
- STROBE — estudos observacionais
- Normas ABNT — guia da PUC-SP — citações e referências
- ABNT — nomes compostos e sobrenomes estrangeiros) — os casos que geram dúvida
🔎 ONDE ENCONTRAR OS ARTIGOS
ETAPA 7 — INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: O QUE PODE E O QUE NÃO PODE
A IA é bem-vinda como apoio e proibida como substituta. A regra do grupo cabe em uma frase: a IA sugere, você confere e assina embaixo — revisão humana em 100% das sugestões.
- Pode: corrigir gramática, sugerir sinônimos, formatar referências, resumir artigos para você estudar, explicar trechos difíceis e organizar dados de tabelas.
- Não pode: gerar o texto final para copiar e colar, escrever as conclusões por você ou criar conteúdo sem base nos dados reais.
- Nunca para buscar bibliografia: modelos de IA inventam referências que parecem verdadeiras. Toda fonte citada tem de ser conferida por você no documento original.
- Transparência: declare o uso de IA no trabalho sempre que ela ajudar a redigir partes do texto, analisar dados ou traduzir termos técnicos.
ETAPA 8 — DEPOIS QUE O TRABALHO É PUBLICADO
Esta etapa é para daqui a alguns meses — quando sair a sua primeira publicação. Guarde o endereço e volte aqui na hora.
📋 O QUE ANOTAR ASSIM QUE O ARTIGO SAIR
Copie do site da revista, exatamente como está lá: título final, nome da revista, ano, volume, número e páginas (ou e-location), DOI e ISSN. Confira também a ordem e a grafia dos nomes dos autores.
📄 LANÇAR A PUBLICAÇÃO NO LATTES
No Lattes, vá em Produções → Artigos publicados na íntegra e preencha com os dados que você anotou: ISSN, ano, volume e número, páginas ou e-location, palavras-chave e áreas do conhecimento. Depois é só salvar. Use a referência publicada pela revista como gabarito de conferência — ela não é colada no Lattes, mas evita erro de preenchimento.
Assim é uma referência pronta, de um artigo do próprio grupo — repare onde aparecem a revista, o ano, o volume, a e-location e o DOI: Rolim, E. C., Campos, A. C. M., Lima, E. da S., & Oliveira, J. L. A. de. (2025). O canal YouTube da Escola de Pacientes DF como estratégia digital de educação permanente em saúde: análise documental e indicadores de uso. Brazilian Journal of Development, 11(12), e84839. https://doi.org/10.34117/bjdv11n12-087
🗂️ ORGANIZAÇÃO PESSOAL
- Guarde no Drive uma pasta por artigo, com o PDF final, o comprovante de publicação e a página do DOI.
- Atualize o Lattes assim que cada trabalho sair, ou no máximo uma vez por semestre. Acumulado vira retrabalho; aos poucos, leva minutos.
- Confira o e-mail, inclusive o SPAM: a confirmação de publicação chega por lá e se perde com facilidade.
ETAPA 9 — DÚVIDAS RÁPIDAS
- Onde vejo o que tenho para fazer? No Núcleo EP. O WhatsApp serve para alertas; em caso de divergência, vale o que está registrado e datado no sistema.
- Posso escolher meu tema? Pode propor. A decisão final é do professor, e o tema entra no fluxo quando se alinha aos prazos de congressos e editais.
- Como eu viro coautor? Entregando: as tarefas registradas no Núcleo EP, a presença em checkpoints e a participação em atas geram pontos, e os pontos garantem a vaga na coautoria.
- Preciso saber tudo de método antes de começar? Não. Quase todo mundo começa pela triagem de artigos e vai aprendendo o resto no caminho, com o guia do tipo de estudo em mãos.
- Travei e não sei a quem perguntar. Pergunte no grupo, à coordenação ou à SANTA-IA. Perguntar cedo é sempre mais barato do que refazer depois.