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Plano de aula — Hipertensão

Os momentos da aula

1. Apresentação geral

2. O site

3. Simulações — primeira rodada (pré-aula)

4. Aula — Hipertensão

5. Aula — Risco cardiovascular

Formulário de receituário em branco, em duas vias lado a lado, com os campos Nome, Reg., Unidade de Saúde, Clínica, Ambulatório ou Emergência, um espaço grande para a prescrição, Data e Assinatura e Carimbo
Receituário exemplificativo, em branco — o mesmo papel do exercício da folha em branco.

O que a norma exige que esteja na receita. Pela Lei nº 5.991/1973, art. 35, na redação dada pela Lei nº 14.063/2020, só se avia a receita que esteja escrita no vernáculo, sem abreviações e de forma legível, na nomenclatura e nas unidades oficiais (inciso I); que traga o nome e o endereço residencial do paciente e, expressamente, o modo de usar a medicação (II); e que traga a data, a assinatura do profissional de saúde, o endereço do consultório ou da residência e o número de inscrição no conselho profissional (III). O mesmo artigo diz que a receita vale em todo o território nacional, seja qual for o ente que a emitiu (§ 1º), e que a receita eletrônica só vale com assinatura eletrônica avançada ou qualificada — qualificada obrigatoriamente quando o medicamento é de controle especial (§§ 2º e 3º). No SUS, a prescrição adota obrigatoriamente a denominação genérica: DCB ou, na falta dela, DCI (Lei nº 9.787/1999). E medicamento sob controle especial não vai nesta folha: vai em Notificação de Receita ou em Receita de Controle Especial em duas vias, no modelo da Portaria SVS/MS nº 344/1998.

menu_bookPasso a passo do tratamento — transcrito do PACK Brasil 2025, p. 145 ("Hipertensão: tratamento"). O PDF completo está na página de Hipertensão.

  1. Maneje o risco cardiovascular

    • Apoie para mudança (PACK p. 17) e maneje os fatores de RCV modificáveis (p. 136) por 3 meses.
    • Após 3 meses, se a PA não estiver controlada, adicione o passo 2.
  2. Hidroclorotiazida 25mg/dia ou enalapril 10–40mg/dia

    Hidroclorotiazida (HCTZ) 25mg/dia — primeira escolha.

    • Prescreva 25mg/dia pela manhã.
    • Se DM, DRC, hipertrofia de VE ou IC: inicie com enalapril no lugar da HCTZ e, se a PA não estiver controlada em 4 semanas, adicione HCTZ.
    • Não prescreva se gestante, gota, TFGe < 30 ou doença hepática grave. Evite se história atual ou familiar de câncer de pele.

    Enalapril 10mg – 40mg/dia — primeira escolha se DM, DRC, hipertrofia de VE ou IC.

    • Inicie com 10mg/dia.
    • Se a PA não estiver controlada em 4 semanas, adicione HCTZ 25mg/dia. Se já usa enalapril 10mg/dia e HCTZ, aumente para 20mg/dia.
    • Se já usa enalapril 20mg/dia, aumente para 20mg cada 12 horas. Se ainda não controlada, adicione o passo 3.
    • Não prescreva se gestante ou amamentando, angioedema prévio, TFGe < 30. Não inicie se potássio ≥ 5; pare se ≥ 5,5.

    Efeitos adversos. HCTZ: tolerância diminuída à glicose, gota, alterações gastrointestinais, risco de câncer de pele. Enalapril: tosse (substitua por losartana 50–100mg/dia, p. 46), tontura. Se edema de língua, lábios ou face, ou falta de ar: pare o enalapril ou a losartana.

  3. Anlodipino 5–10mg/dia

    • Se a PA não estiver controlada nos passos 1 e 2 (considere anlodipino também na doença de Raynaud — discuta): inicie com 5mg à noite.
    • Se a PA não estiver controlada em 4 semanas, aumente para 10mg/dia. Se ainda não controlada, adicione o passo 4.
    • Não prescreva se IC descompensada. Se IC estável, discuta.

    Efeitos adversos. Edema em tornozelo, tontura, rubor em face, dor de cabeça, fadiga.

  4. Espironolactona 25mg/dia

    • Se a PA não estiver controlada nos passos 1, 2 e 3 (ou medicamentos similares) em dose máxima ou tolerada: inicie 25mg/dia. Não prescreva se gestante.
    • Se já usa espironolactona e a PA não estiver controlada após 4 semanas, discuta ou encaminhe.
    • Monitore potássio (K) e TFGe antes de iniciar e após 2 semanas.
    • Se K ≥ 4,5 ou TFGe ≤ 45: não inicie, ou pare, e discuta — considere carvedilol (passo 5) no lugar.

    Efeitos adversos. Ginecomastia.

  5. Carvedilol 6,25–25mg 12/12h ou propranolol 40–320mg 12/12h

    • Se IC estável, cardiopatia isquêmica, taquiarritmia ou contraindicação à espironolactona, e a PA não estiver controlada: prescreva carvedilol 6,25mg cada 12 horas. Aumente cada 4 semanas se a PA não estiver controlada, até 25mg (se > 85kg, 50mg) cada 12 horas.
    • Se não tem sinais de IC e tem tremor essencial, hipertireoidismo ou enxaqueca: prescreva propranolol 40mg cada 12 horas no lugar. Aumente cada 4 semanas se a PA não estiver controlada, até 320mg cada 12 horas.
    • Não prescreva nenhum dos dois se IC descompensada ou DPOC/asma grave. Se FC < 60 antes do tratamento, discuta.
    • Se DPOC ou asma leve a moderada, não prescreva propranolol e discuta o uso de carvedilol ou alternativas.

    Efeitos adversos. Sensação de apreensão torácica, fadiga, bradicardia, dor de cabeça, mãos e pés frios, impotência sexual, hipotensão ortostática.

Reavalie o paciente com PA não controlada a cada 4 semanas e o paciente com PA controlada a cada 6 meses.

6. Simulações — segunda rodada (pós-aula)

7. Extra: simulações extras

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Hipertensão — primeira consulta após o diagnóstico.

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